segunda-feira, 4 de abril de 2011

Campos da existência


“Ah... Pandora”


Do animal, o homem


O homem evoluiu no leste ou no sul do continente africano. Antes macaco que vivia em arvores, fora obrigado a descer das mesmas porque o movimento das placas tectônicas criara uma cordilheira que impedira a umidade do oceano indico de sustentar a floresta tropical onde vivia. Assim o que antes era floresta, virara savana, sem árvores para morar, sem caldas para equilibrar.

Algo tão grande e aleatório quanto o movimento das placas tectônicas causara, muito provavelmente, nossa existência, todas as nossas dúvidas, conflitos e toda a nossa visão. Algo tão inconseqüente criou a consciência em nível avançado, a autoconsciência, e junto com ela surgiram no universo novos campos, a matemática, a arte, o bem, o sentido, e também surgiram o mal, a falta de sentido e tudo mais que só existe definidamente de forma conceitual, sobre a forma conceitual e a forma concreta definida nós falaremos hoje.

Introdução ao conceito de forma conceitual e concreta

A forma conceitual é simples para seres autoconscientes, veja: o número “2” existe somente na forma conceitual, mesmo que existam duas maçãs ou uma escultura do numero dois, ele só existe no campo imaterial, não se pode vê-lo, mas sim aplicá-lo no universo, ou seja, ele existe no campo conceitual, para definir aspectos do campo concreto.

A forma concreta é complexa. Nós definimos algo concreto pela linguagem conceitual, mas ainda não definimos a maioria das coisas, tanto no campo conceitual como no concreto, logo, existe um vácuo muito grande de conceitos para definir o concreto, mesmo assim nós podemos fazê-lo como exemplo: veja a tecla do número dois no seu computador, ela existe, apesar de “tecla”, “2”, e “computador” existirem somente no campo conceitual, eles definem algo que existe no campo concreto, de forma única, pois não existem duas coisas iguais no universo, já que mesmo se forem compostas da mesma forma e pelos mesmos elementos, não podem ocupar o mesmo lugar, e isso já as faz diferentes entre si, não existem, nem mesmo no campo conceitual, coisas iguais, pois mesmo dizendo “2” ou “um par”, existem uma série de associações a posição conceitual de “2” que são totalmente diferentes das associações feitas a “um par”. Finalmente: não existe só a posição concreta, mas também existe a posição conceitual de cada coisa no universo.

Esses são os únicos dois campos do gênero que existem pelo que se sabe, tudo existe neles, e apesar de sonharmos com um entre campo que possibilite as idéias fluírem do conceitual para o concreto com o simples ato de querer, isso não existe. Existem vários campos, sempre em pequena escala na forma concreta, mas com capacidade infinita na abordagem conceitual, as autoconsciências na forma humana que são as únicas portas por onde transem as idéias e a realidade, mas não ao ponto de que os dois campos formem congruências.

A forma humana tem maneiras diferentes de trabalhar nos dois campos, no campo conceitual nós usamos o existir, pensar, raciocinar, mas no campo concreto nós usamos o olhar, ouvir, tocar, cheirar, sentir gostos, feromônios entre outros e esses são os atos que conectam os dois campos, por isso não basta pensar ou sentir, são atos complementares na nossa forma de existir, temos que pensar e sentir.

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