domingo, 15 de agosto de 2010

Introdução ao conceito do antropocentrismo e Homem

“A vida é um grande quarto escuro”

Introdução ao conceito de quarto escuro

Nós não sabemos direito como nem porque, mas estamos aqui, nesse pequeno azulado, sem manual de instruções de como existir, nascemos e somos inundados de regras de uma sociedade tendenciosa e autodestrutiva, no final, existimos aparentemente sem motivo aparente, no meio de um enorme quarto escuro.

Introdução ao antropocentrismo

Como num paradoxo de ironia divina, nós, ou pelo menos os que olham com um pouco mais de atenção para a existência, o céu, percebemos pequenos ciclos ou padrões, daí que o quarto escuro não parece mais tão escuro assim. Nós humanos temos uma necessidade antropocêntrica, vemos o universo a nossa imagem e semelhança, trabalhamos matematicamente no sistema de nossos dez dedos, damos e somos a medida de todas as coisas.

Logo:

O importante não é que as estralas brilham, e sim que elas brilham para nós.

Sim, parece uma visão egoísta do universo, mas o que seria ele sem uma espécie com, no mínimo, a nossa capacidade para apreciar a sua beleza? Não seria.

Veja:

A arte e a beleza não estão contidas nos objetos, imagens, ou afins, estão contidas nos que as vêem, nos que as sentem, nos que tem a capacidade de fazer infinitas ligações entre elas e um universo com infinito conhecimento.

Logo:

A arte e a beleza estão contidas naqueles que tem a capacidade re reconhecer padrões e ciclos concretos ou conceituais.

A matemática não está contida em todas as coisas, a matemática é a medida objetiva de todas as coisas, ou seja, só uma mente com uma extrema noção conceitual pode ver a matemática em todas as coisas, já que, por exemplo, os números não existem de forma concreta, mas só de forma conceitual.

Logo:

A matemática é o padrão universal de medida de todas as coisas, mas mesmo nela nós usamos padrões convenientes a nós, vide sistema decimal.

Relativização do conceito Homem em função do antropocentrismo

Sentimos-nos tão fascinados pelo universo em função de nossas medidas, que começamos a filosofar. Criamos deuses a nossa imagem e semelhança, arte que fala sobre nosso mundo e nossos hábitos, jogos que simulam nossa realidade ou imaginação.

A conclusão é que o ser humano não é a carne e o sangue, mas sim um modo único de ser ver o universo, ser humano e estar preso em um quarto escuro.

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