domingo, 27 de junho de 2010

Introdução aos conceitos do Criador e do Homem

A Terra é azul” – Yuri Gagarin

Introdução ao conceito do Criador e do Homem
Função existencial do Homem
Desde nossa criação passamos longos períodos de tempo nos perguntando quem nos criou e o porquê da nossa criação, existência. Estamos-nos ligados intimamente com todo o resto da criação, ou seja, do universo, logo, a dúvida é muito mais abrangente do que um simples questionamento da existência humana, é um questionamento universal, da própria existência, por que o universo existe?
Não se sabe o porquê, mas podemos facilmente imaginar infinitos motivos, alguns com mais sentido, em especial um. Estranho é o fato de que todas as civilizações antes da nossa dedicaram longos períodos de tempo ao estudo das estrelas, talvez nossa civilização esteja tão decadente por seus indivíduos passarem mais tempo se matando aos milhões do que olhando para cima. A partir dessa linha de pensamento podemos presumir que nossa existência se dá pelo descobrimento do universo, das verdades sobre a existência...
Logo
Nós humanos temos duas principais necessidade existenciais, a de existir, e a de ser consciente sobre a existência (probabilidade da causa da existência humana).

O ato de ser consciente sobre a existência já foi mencionado antes, nós definimos este ato como “o bem” no texto “Introdução aos conceitos do Bem e do Mal”:

A exploração da estatua, a conceituação da existência da mesma, é o que move nossa existência, a incansável busca do ser pela verdade, ou seja, pela visão inalcançável da estatua por completo e ao mesmo tempo.
Essa busca gera conhecimento, avanço, ascensão da nossa existência.
Esse é o bem.”
Sobre o "criador"
No caminho para entender sobre a criação, talvez tenhamos escorregado em mais de um conceito importante, principalmente no do criador. O universo pode não ser único em uma extensão infinita de tempo que existe para o futuro e passado, pode ser que tenham existidos infinitos universos, e muito mais que isso, pode ser que existirão infinitos universos, o que nos da a informação de apesar da ciência poder estimar a data do big bang não podemos estimar se a existência teve um começo e com equivalência também não podemos estimar se terá um fim, ou seja, também não podemos afirmar que há um criador, ou se a existência e o universo em todas as suas formas e períodos foi espontânea. Quando ao criador talvez tenhamos sido prepotentes por milênios ao conceituá-lo como “deus”, afinal, se algum ser criou o nosso universo, quem garante que ele seja deus, e se o universo foi espontâneo, quem seria o criador e quem seria deus? E nós?
Logo:
No final das contas não há como conceituar o criador, Ele ainda vai muito além do nosso conhecimento ínfimo. Porém futuramente é provável que venhamos a conceituar deus.
Sobre nós – O Homem
Não sabemos direito o porque, mas nós estamos aqui, na Terra, onde por algum motivo maior somos iluminados metade do tempo por uma estrela que ofusca nossa visão sobre a verdade, e na outra metade nos deleitamos com a visão sobre a criação.
“Porque fomos separados pelo criador da beleza dos céus?”
Essa foi a pergunta feita desde sempre pelos filósofos, astrônomos, e crianças que olharam para o céu a noite, e por isso nós atamos agora o ato mais importante da nossa existência, o olhar para os céus a noite, com o auge da nossa existência, o momento em que chegamos aos céus. O fato é que o momento, quando Yuri Gagarin diz “A Terra é azul”, é tão maravilho porque por milênios nós nos sentimos negados pelo criador, jogados nessa terra de incompreensão, de guerras, como se não fossemos dignos de fazer parte da perfeição à qual nós somos obrigados a olhar todas as noites por uma força e curiosidade entranhadas nas partes mais profundas do existir, como se fossemos o lixo do universo, uma parte rejeitada da criação pelo próprio criador. Nesse tempo nós nos esforçamos veementemente para chegar ao lugar que nos foi negado, vide torre de babel, vide que ao longo da história o homem tenta nos moldes da arquitetura, e de todas as artes e ciências, chegar aos céus de alguma forma.
“Os arranha-céus só são um ícone de poder, porque o humano em sua essência precisa se afirmar como parte da criação amada pelo criador.”
Quando Yuri, pelo esforço de milhões de nós, sobe ao espaço e vê todos nós de uma vez só, finalmente nós entendemos, a beleza através da visão da perfeição da esfera azul em que estamos, estamos onde deveríamos estar, no meio das estrelas, tão amados, tão sortudos, fazemos parte da obra prima da criação.
Dedicado a Guilherme Salvattore Garcia Prates

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